quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O fruto amazônico que pode baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose

Emulsão é feita a partir da vagem do jucá, já usada por ribeirinhos da região em forma de chá para tratar diversas doenças; em testes com roedores, aumento de feridas caiu de 300% para 25%.

Emulsão é feita a partir da vagem do jucá, velha conhecida dos ribeirinhos amazônicos (Foto: Luciete Pedosa/Ascom Inpa)


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Por que Marte perdeu sua água e acabou não ficando parecida com a Terra



Estima-se que há milhões de anos a superfície do planeta vermelho estava tão coberta de água quanto o nosso; o que aconteceu?

Superfície de Marte é árida e inóspita (Foto: NASA/JPL/Universidad de Cornell 

Embora a superfície de Marte seja hoje árida e inóspita, há bilhões de anos provavelmente estava tão coberta de água quanto a Terra. O que provocou o desaparecimento deste recurso crucial para o desenvolvimento da vida? Uma das teorias vigentes é de que a água sumiu do planeta vermelho quando ele perdeu o campo magnético que o protegia dos ventos solares.

No entanto, um estudo recente feito por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que a perda do campo magnético não permite explicar o desaparecimento de toda a água que existia no planeta. O resto, segundo a pesquisa, foi absorvido pelas rochas de basalto, que podem reter em seu interior aproximadamente 25% mais água que as pedras do mesmo tipo na Terra, já que são ricas em óxido de ferro.

Este processo foi tão intenso que é estimado que a crosta do planeta tenha consumido um oceano de mais de 3 km de profundidade. Os pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram a essa conclusão após calcular quanta água era possível de eliminar da superfície do planeta pela interação do líquido com os minerais das rochas. O cálculo incluiu também fatores como a temperatura das pedras e a pressão atmosférica. Os resultados mostram que as rochas levaram grande parte da água da superfície para o interior do planeta.

Depois de absorvida, a água não pode ressurgir, porque as rochas basálticas não funcionam exatamente como uma esponja: elas quebram as moléculas, absorvendo apenas o oxigênio, enquanto o hidrogênio se espalha pelo espaço. Essas rochas então se afundaram no manto (camada logo abaixo da superfície, assim como na Terra), deixando o planeta seco, sem a possibilidade de abrigar vida.

Por que a Terra não passou por um processo parecido?
Segundo os pesquisadores de um estudo publicado na última edição da revista Nature, "Marte é um planeta muito menor que a Terra, com um perfil de temperatura diferente e uma quantidade maior de ferro em seu manto". "São diferenças sutis, mas podem ter um efeito significativo, que aumenta com o tempo", diz o paper.

Esses fatores permitiram que a superfície de Marte fosse mais reativa à água que a nossa, possibilitando a formação de minerais que absorveram água e se afundaram para o interior do manto. Já na Terra, em seus primeiros anos de formação, as rochas hidratadas tendiam a flutuar até se desidratarem.
Fonte: G1


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Ketchup, manteiga, ovo e frutas: o que precisa ou não ficar na geladeira



As geladeiras normalmente ficam cheias de alimentos que poderiam ser armazenados do lado de fora. Então, por que tanta gente insiste em colocar quase tudo dentro delas?


Afinal, alimentos como ovos, manteiga e algumas frutas precisam necessariamente ficar o tempo todo refrigerados?
No passado, famílias não tinham geladeiras, apenas caixas térmicas ou vasilhas com gelo, no caso dos ricos. Esses produtos eram salva-vidas para donas de casa, porque adicionavam sabor à comida. O nível de acidez desses alimentos, junto com seu conteúdo, que leva sal e açúcar, os torna microbiologicamente seguros para serem mantidos em temperatura ambiente.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Cientistas descobrem planetas com tamanhos parecidos ao da Terra em sistema a 40 anos-luz

Todos orbitam a uma distância que possibilita a existência de água líquida em sua superfície.




A Nasa descobriu novos planetas no sistema planetário da estrela TRAPPIST-1, localizada a 40 anos-luz do Sol. Segundo artigo publicado na revista "Nature" nesta quarta-feira (22), o sistema tem sete planetas com um tamanho próximo ao da Terra localizados em uma zona temperada, ou seja, com temperatura entre 0ºC e 100ºC. É um recorde de planetas deste tamanho e nessa zona de temperatura, afirma a agência espacial americana.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cientistas identificam novo continente no Hemisfério Sul: a Zelândia

Um novo continente, quase completamente submerso, foi identificado por cientistas no sudoeste do oceano Pacífico e batizado como Zelândia.

No mapa acima, publicado no 'Geological Society of America's Journal', os sete continentes conhecidos dos geólogos mais a Zelândia

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pesquisa revela que Chikungunya provoca doenças vasculares irreversíveis em pacientes


PAULO PAIVA/BBC BRASIL. Vera Marques passou a usar muleta quando sente as pernas muito pesadas um ano depois de sentir os primeiros sintomas da chikungunya.

As pernas pesadas, o inchaço nos pés e a dificuldade de andar fizeram a dona de casa Vera Lúcia Amaral Marques, de 45 anos, usar sandálias especiais ortopédicas e muleta um ano após ser diagnosticada com o vírus da febre chikungunya no Recife.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Cientistas criam embriões híbridos de porcos e humanos


Criação é passo importante em direção ao desenvolvimento de órgãos para transplante. Ideia alimenta controvérsias e levanta questões éticas.


Cientistas criaram pela primeira vez embriões que contém uma combinação de células-tronco de duas espécies grandes e muito diferentes - humanos e porcos -, um passo importante em direção ao desenvolvimento de órgãos para transplante, revela um estudo.